domingo, 23 de novembro de 2008

Pegação

Apesar da minha solteirice crônica (e atualmente incômoda) nunca freqüentei lugares dedicados à “pegação”. Por experiência, saí uma noite dessas do trabalho e fui a um desses lugares.
O lugar é ótimo: boa música ao vivo, boas bebidas, pessoas bonitas e um ambiente extremamente agradável. Num dado instante, distraído como sempre, fui subitamente abordado por uma senhorita que me ofereceu um cigarro. Após dizer que não fumo, a senhorita iniciou um discurso sobre como era correto o que eu fazia, que o cigarro é uma coisa ruim, depois caindo para o lado das coisas que ela odeia, sem dar muita chance para que eu falasse.
Confesso que gostei de ser abordado, por outro lado admito que aquela pessoa não me emocionou muito. Ela tinha um discurso extremamente vazio, que eu tenho evitado, aparentando ter “QI de ostra com morte cerebral” (“Boy do Escort” – Paulo Mancha). Não sei se feliz ou infelizmente abandonei a fase “pra quem ta se afogando jacaré é tronco”.
Hoje a solidão me desagrada, mas admito que é difícil mudar isto. De qualquer forma, se qiser mudar alguma coisa preciso ter atitude.
A propósito, gostei tanto do lugar que tenho uma garrafa de Jack lá.

3 comentários:

RAGADAGABISH disse...

Com certeza acabarahs voltando, nem que seja pelo prazer de ser abordado. Achei interessante o fato de ter boa musica ao vivo, soh tu mesmo pra sacar isso. Garanto que a maioria do povo que ta lah nem sabe se tem musica, muito mennos se eh ao vivo. De boa qualidade entao...
Abrasss

Gabi Rowlands disse...

Se vc não fumou o cigarro dela, deveria ao menos oferecer seu charuto para ela fumar... a troca talvez valesse a pena, visto que ela não poderia falar... no máximo "mmm mmm" (o que é que vc tem na boca Maria??)
Da proxima vez, leva os amigos pra balada! ;-)

Ingrid Oliveira disse...

estou gostando de ler ! ...